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Sempre no palanque - Líder do PSDB critica uso eleitoreiro do governo Lula

09/03/2010 às 12:46, em Brasil

Sempre no palanque - Líder do PSDB critica uso eleitoreiro do governo Lula

O líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), afirmou nesta segunda-feira (8) que o presidente Lula utiliza claramente os programas do governo federal para tentar eleger a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. Na avaliação do tucano, iniciativas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o "Minha Casa, Minha Vida", usados como vitrines do governo do PT, são claramente eleitoreiros e ineficientes, apesar de o Planalto tentar passar outra imagem para os brasileiros.

Baixa execução no Orçamento - “O PAC é visivelmente eleitoreiro e foi feito exclusivamente para promover a ministra Dilma. Ele não trouxe nenhuma novidade, ao apenas incluir nessa sigla programas e obras já em andamento pelos governos estaduais, municipais, empresa estatais e privadas. O governo Lula empacotou essas iniciativas, chamou de PAC e colocou um rótulo eleitoreiro para incluir sua candidata”, avaliou Almeida.

Para piorar, o tucano lembra que a execução do programa é baixíssima, além de não ter foco e apresentar metas absurdas e inatingíveis. "Isso tudo tem gerado frustração na sociedade”, lamentou. Do Orçamento de 2009, por exemplo, até o último dia 5 o Planalto tinha executado apenas 38,4% dos recursos autorizados para o PAC, já incluídos os chamados "restos a pagar".

Uma prova da pertinência da crítica do deputado é a reportagem da "Folha de São Paulo" de hoje revelando que o Palácio do Planalto gastou R$ 2 milhões em pesquisas para aferir a popularidade dos programas de governo aos quais a imagem da ministra Dilma está mais associada. Os resultados são estratégicos para delinear a plataforma eleitoral da ministra, segundo o jornal.

Outro fato que comprova o uso eleitoreiro dos programas pôde ser visto hoje no Rio de Janeiro. Em clima de campanha, a ministra e o presidente estiveram na Rocinha para "inaugurar" obras de urbanização. Apesar das obras do PAC terem começado na favela há dois anos, o Planalto entregou empreendimentos equivalentes a somente 20% do prometido para a comunidade - o equivalente a R$ 42 milhões de um total de R$ 231,2 milhões.

No caso do programa "Minha Casa, Minha Vida", a incompetência se repete. Das 1 milhão de moradias prometidas até o final de 2010, até agora tudo o que o Planalto conseguiu foi assinar contratos relativos à construção de 327 mil unidades habitacionais. “Esse é um programa fantasioso, com caráter eleitoreiro, que apresenta um número fantasmagórico, muito ao estilo do presidente Lula”, criticou Almeida.

Fonte: (Reportagem: Alessandra Galvão/ Foto: Eduardo Lacerda)

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